Guerra da Crimeia – Wikipédia, a enciclopédia livre
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Império Otomano Império Francês Império Britânico Reino da Sardenha Apoio :
Império Austríaco
Imamado do Cáucaso Circássia Principado da Abecásia
Rebeldes curdos
Abdul Mejide I Omar Paxá İskender Paxá Napoleão III Jacques Leroy de Saint Arnaud Maréchal Canrobert Aimable Pélissier François Achille Bazaine Patrice de Mac-Mahon Rainha Vitória Conde de Aberdeen Lord Raglan Sir James Simpson Sir William Codrington Vítor Emanuel II Alfonso La Màrmora
Shamil Sefer Bey Zanuko Mikhail Shervashidze
Nicolau I Alexandre II Píncipe Menshikov Pavel Nakhimov † Vasily Zavoyko Nikolay Muravyov Yevfimy Putyatin Vladimir Istomin † Conde Tolstoy
Total: 673 700 165 000 [ 1 ] 309 268 [ 1 ] 107 864 [ 1 ] 21 000 [ 1 ]
Total: 223 513 mortos 45 400 [ 1 ] 10 100 mortos em combate 10 800 mortos de ferimentos 24 500 mortos de doenças 135 485 [ 1 ] 8 490 mortos em combate 11 750 mortos de ferimentos 75 375 mortos de doenças 39 870 feridos 40 462 [ 1 ] 2 755 mortos em combate 1 847 mortos de ferimentos 17 580 mortos de doenças 18 280 feridos 2 166 [ 1 ] 28 mortos em combate 2 138 mortos de doenças
Total: 450 015 mortos [ 1 ] [ 2 ] [ 3 ] [ 4 ] 73 125 mortos em combate 80 000 feridos
A Guerra da Crimeia foi um conflito que se estendeu de 1853 a 1856 , na península da Crimeia (no mar Negro ), no sul da Rússia e nos Bálcãs . Envolveu, de um lado o Império Russo e, de outro, uma coligação integrada pelo Reino Unido , a França , o Reino da Sardenha — formando a Aliança Anglo-Franco-Sarda — e o Império Otomano (atual Turquia ). Esta coligação, que contou ainda com o apoio do Império Austríaco , foi formada como reação às pretensões expansionistas da Rússia.
Nessa guerra, foi importante o papel da marinha de corso , pela França e Reino Unido . [ 5 ]
Desde o fim do século XVIII , os russos tentavam aumentar a sua influência na península dos Balcãs , região entre o mar Negro e o mar Mediterrâneo muito em parte pelo enfraquecimento Otomano.
Em 1853 , o czar Nicolau I se declarou o protetor dos Cristãos Ortodoxos e seus locais sagrados em Jerusalém , que faziam parte do Império Otomano . Como os Otomanos já tinham, anteriormente, dado aos franceses, sob a jurisdição dos franciscanos , a guarda pelos cristãos e por alguns locais sagrados, começou uma tensão entre russos e turcos. [ 6 ]
Sob esse pretexto, as suas tropas invadiram os principados otomanos do Rio Danúbio ( Moldávia e Valáquia , na atual Romênia ). O sultão otomano, contando com o apoio da Grã-Bretanha e da França , rejeitou as pretensões do czar, declarando guerra à Rússia. Mediante a declaração de guerra, a frota russa destruiu a frota turca na Batalha de Sinop .
O Reino Unido, sob a rainha Vitória , temia que uma possível queda da cidade de Constantinopla diante das tropas russas lhe pudesse retirar o controle estratégico dos estreitos de Bósforo e Dardanelos , cortando-lhe as comunicações com a Índia . Por outro lado, Napoleão III de França mostrava-se ansioso para mostrar que era o legítimo sucessor de seu tio, Napoleão I . Mediante a derrota naval dos turcos, ambas declararam guerra à Rússia no ano seguinte, seguidos pelo Reino da Sardenha (governado por Vítor Emanuel II e o seu primeiro-ministro Cavour ). Em troca, os turcos permitiriam a entrada de capitais ocidentais no Império.
O conflito iniciou-se efetivamente em março de 1854 . Em agosto, os turcos, com o auxílio de seus aliados, já haviam expulsado os invasores dos Bálcãs. De forma a encerrar definitivamente o conflito, as frotas dos aliados convergiram sobre a península da Crimeia, desembarcando tropas a 16 de setembro de 1854 , iniciando o bloqueio naval e o cerco terrestre à cidade portuária fortificada de Sebastopol , sede da frota russa no mar Negro. Embora a Rússia tenha sido vencida em batalhas como a de Balaclava e em Inkerman, o conflito arrastou-se com sua recusa em aceitar os termos de paz. Entre as principais batalhas desta fase da campanha registam-se:
batalha do rio Alma ;
batalha de Balaclava (imortalizada por Alfred Tennyson no poema A carga da brigada ligeira ); e
batalha de Inkerman .
Durante o cerco a Sebastopol , a doença cobrou um pesado tributo às tropas britânicas e francesas, tendo se destacado o heroico esforço de Florence Nightingale dirigindo o atendimento hospitalar de campanha. A praça-forte, em ruínas, só caiu um ano mais tarde, em setembro de 1855 .
O Tratado de Paris
A guerra terminou com a assinatura do tratado de Paris de 30 de março de 1856 . Pelos seus termos, o novo czar , Alexandre II da Rússia , devolvia o sul da Bessarábia e a embocadura do rio Danúbio para o Império Otomano e para a Moldávia , renunciava a qualquer pretensão sobre os Balcãs e ficava proibido de manter bases ou forças navais no mar Negro .
Por outro lado, o Império Otomano, representado por Aali-pachà ou Meliemet Emin era admitido na comunidade das potências europeias, tendo o sultão se comprometido a tratar seus súditos cristãos de acordo com as leis europeias. A Valáquia e a Sérvia passaram a estar sob proteção internacional.
Enquanto isso, em Jerusalém, estabelecia-se o Status-quo que organiza a divisão de posses das Igrejas dentro da Cidade Santa. [ 6 ]
Novas hostilidades
Na Conferência de Londres ( 1875 ), a Rússia obteve o direito de livre trânsito nos estreitos de Bósforo e Dardanelos . Em 1877 , iniciou nova guerra contra a Turquia, invadindo os Bálcãs em consequência da repressão turca a revoltas de eslavos balcânicos. Diante da oposição das grandes potências, os russos recuaram outra vez. O Congresso de Berlim ( 1878 ), consagrou a independência dos Estados balcânicos e as perdas turcas da ilha de Chipre , para o Reino Unido , da Arménia e parte do território asiático para a Rússia e da Bósnia e Herzegovina para o Império Austro-Húngaro . Em 1895 , o Reino Unido apresentou um plano de partilha da Turquia, rechaçado pela Alemanha , que preferia garantir para si concessões ferroviárias. Nos Bálcãs, no início do século XX , o crescente nacionalismo eslavo contra a presença turca levou a região à primeira das Guerras Balcânicas . Esta política russofóbica iria perdurar até a Entente anglo-russa de 1907 quando começa a emergir o Império Alemão na política europeia. [ 8 ]
Anexação da Crimeia à Federação Russa
Guerra rus'-bizantina de 970-971
1 2 3 4 5 6 7 8 9 Clodfelter 2017 , p. 180.
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Ligações externas
«Crimean War Research Society»
«Causas imediatas da guerra detalhadas no contexto» (em inglês)
Portal da guerra
Portal da Rússia
Portal da Ucrânia
Delvigne rifle (1826)
Thouvenin Carabine à tige (1846)
Revólver Lefaucheux M1858
Fuzil Minié (1849)
Fuzil Tabatière (1864)
Fuzil Chassepot (1866)
Fuzil Gras (1874)
Fuzil Lebel (1886)
Revolver modèle 1892
Reffye mitrailleuse (1866)
Hotchkiss "Canon-Revolver" (1872)
Mitrailleuse Gatling modèle APX (1895)
Mitrailleuse Hotchkiss (1897)
Système An XI (1803)
Canon Paixhans (1823)
Système Valée (1828)
Canon obusier de 12 (1853)
Système Lahitte (1858)
Reffye 85 mm (1870)
Reffye 75 mm (1873)
Lahitolle de 95 mm (1873)
De Bange 80 mm (1877)
De Bange 90 mm (1877)
Canet 320 mm (1880)
Canon de 75 (1897)
Navio de guerra Napoléon (1850)
Navio de guerra Lave (1854)
Navio de guerra Gloire (1858)
Submarino Plongeur (1863)
Navio de guerra Redoutable (1876)
Cruzador blindado Dupuy de Lôme (1890)
Submarino Gymnote (1888)
Fulminato Lepage (1807-10)
Cartucho integral Pauly-Prélat (1808)
Espoleta de percussão Prélat (1818)
Cartucho Lefaucheux (1836)
Bala Tamisier (1841)
Minié ball (1847)
Cartucho 8mm Lebel de pólvora sem fumaça (1886)
Sistema de percussão Lepage (1807)
Periscópio Marié-Davy (1854)
Obturador de culatra de Bange (1872)
Motor a vapor de alta circulação du Temple (1876)
Girocompasso naval Krebs (1880)
Pólvora sem fumaça Poudre B (1886)
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